sábado, 25 de abril de 2015

Importância do relacionamento interpessoal nas organizações

Hoje o processo seletivo nas empresas, está mais voltado para a parte comportamental do que necessariamente para a parte técnica. Nunca se falou tanto na importância do trabalho em equipe como agora. A procura por profissionais com habilidade para trabalhar em conjunto é cada vez maior, sendo assim é indispensável e essencial desenvolver o relacionamento interpessoal.
 
Existem pessoas que tecnicamente são excelentes, com potencial de crescimento enorme, porém não sabem trabalhar em equipe, não tem um relacionamento satisfatório para as pretensões da empresa o que normalmente leva estes tipos de profissionais à desmotivação e frustração.
 
Todo gestor deve valorizar os colaboradores, pois o líder pode influenciar os profissionais através de suas ações. O profissional desvalorizado tende a perder o foco, se desmotivam, diminuem a produtividade o que acaba prejudicando o desempenho da empresa. Cada indivíduo é único, com suas características e personalidades próprias. Portanto, investir em relacionamentos saudáveis evita gerar competições e estimula a colaboração mútua entre colegas e equipes.
 
Os conflitos podem acontecer em qualquer circunstância, principalmente no ambiente corporativo. Um dos motivos que levam ao aparecimento dos conflitos é a própria configuração das equipes, através das quais se desenvolve o trabalho nas organizações, já que elas são formadas pela união de pessoas independentes, mas voltadas para um objetivo comum que é a missão da empresa e o cumprimento de metas.
 
Outro vilão que pode prejudicar o relacionamento entre os membros de uma equipe é o mau humor, o que faz com que essas pessoas, mal humoradas, criem uma espécie de escudo e fiquem isoladas das demais. Isso impede que seus colegas se aproximem para pedir algum tipo de ajuda, ou até mesmo para conversar.
 
Quando a empresa enfrenta problemas de relacionamento, a área de RH junto ao gestor tem a missão de sanar a dificuldade o quanto antes para não comprometer o clima de trabalho. O gestor também terá que fazer o seu papel, dando apoio, feedbacks e fazendo coaching com seus colaboradores, evitando qualquer tipo de atrito que possa ocorrer futuramente no time.
 
A seguir os cinco pilares do relacionamento interpessoal:
 
Autoconhecimento
 
Empatia
 
Assertividade
 
Cordialidade
 
Ética
 
Cada pessoa tem uma história de vida, uma maneira de pensar a vida e assim também o trabalho é visto de sua forma especial. Há pessoas mais dispostas a ouvir, outras nem tanto, há pessoas que se interessam em aprender constantemente, outras não, enfim as pessoas tem objetivos diferenciados e nesta situação muitas vezes priorizam o que melhor lhes convém e às vezes estará em conflito com a própria empresa.
 
É bom lembrar que o ser humano é individual, único, e que, portanto reage de forma única e individual a situações semelhantes. Quanto melhor for o relacionamento interpessoal, melhor será o rendimento da equipe, e como consequência, mais facilidade para gerenciar e prosperar em metas individuais ou coletivas.
 
Assim sendo, as organizações têm que a cada dia promover a integração entre os seus colaboradores fazendo aflorar a ajuda mútua entre eles o que levará cada um a conviver da melhor maneira possível dentro do contexto interpessoal. Como consequência essa integração melhorará o seu desempenho na atividade desenvolvida. 
 
Fontes:
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Feedback: O segredo para formar equipes de alta performance

Uma das ferramentas mais importante para o desenvolvimento de equipes de alta performance é o feedback. É aquele momento em que o líder chama o  liderado para uma conversa franca a respeito de seu desempenho.

Um dos papéis do feedback é informar o profissional sobre seu desempenho, conduta ou resultado. É um importante recurso que permite ao indivíduo perceber como é visto pelos outros e tentar corrigir-se, solicitando ao seu líder, bem como ao colegas, sugestões de como melhorar.

O objetivo do feedback é auxiliar quem o recebe a manter ou buscar procedimentos mais adequados ao alcance dos seus objetivos, maximizando seus resultados.


O líder não deve ter medo ou receio de dar e receber feedback, mas esse é o momento em que se pode corrigir falhas, suas e de sua equipe. Pois sem uma avaliação clara e transparente, os liderados não conseguem ser produtivos e saber se estão no caminho certo. Contudo, o liderado também precisa ter maturidade e aceitar o feedback negativo como forma de crescimento pessoal e profissional.

Motivar mais, significa faturar mais. Na verdade, todos os colaboradores necessitam de estímulo e reconhecimento para se sentirem motivados a continuar se aprimorando. Sendo assim, gestor, tente fazer com que o feedback seja uma ação frequente, destacando o desempenho dos profissionais que tenham valor significativo para a empresa. Veja o feedback sempre como uma maneira de incentivar, corrigir ou melhorar o desempenho de sua equipe.

Alguns erros mais comuns ao dar feedback é focalizar no caráter da pessoa e não no seu comportamento, ausência de clareza sobre as mudanças que são necessárias e só olhar para os comportamentos passados sem projetar o futuro, sinalizando o que pode e deve ser feito para melhorar.

O feedback não pode ser encarado como algo desmotivador, já que na maioria das vezes, você tem que tratar de erros ou falhas. Pois saber lidar com gente é, sem a menor dúvida, a maior das exigências que as empresas, de todos os  portes e segmentos de mercado fazem atualmente. E pra você ter sucesso como líder tem que praticar cada vez mais o feedback.

Promova feedbacks honestos e ajude a preparar e desenvolver pessoas para um mundo melhor! Seja a mudança que você quer ver no mundo.

Fontes:

http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/a-importancia-do-feedback/71808/

http://www.implantandomarketing.com/a-importancia-do-feedback-nos-processos-de-comunicacao-interna/

http://www.artedevender.com.br/2012/08/feedback-como-estou-me-saindo-no-meu-trabalho.html



domingo, 21 de setembro de 2014

Gestão pessoal, gestão vital

Quando o modelo de vida leva a um esgotamento, é fundamental questionar se vale a pena continuar no mesmo caminho.


A virtualização do local de trabalho, a possibilidade de trabalhar em qualquer canto, não significa necessariamente que se facilitou a nossa existência. Poder trabalhar em qualquer lugar hoje significa que se pode trabalhar o tempo todo.

Há executivos que entram em estado de desespero porque não conseguem mais conviver com a família. E como o mundo da competitividade é muito acelerado e ele precisa de fato estar o tempo todo em atenção, produzindo, procurando competência e eficácia, não sobra tempo para outras coisas. Então, tem-se um nível de infelicidade muito grande.

A responsabilidade é de um mundo obsessivamente competitivo, muitas vezes também de um modo de vida de como uma família vive. Por exemplo: hoje há um alto nível de consumo nas famílias de classe média dos executivos. Esse consumo é responsabilidade do homem ou da mulher. Se ele baixar a qualidade do trabalho que faz, ele baixa o padrão salarial. Se ele diminuir esse padrão, as pessoas consomem menos. A questão central é como você faz um pacto com a sua família. É quase uma reunião familiar, em que se diz o seguinte: "Todo mundo terá de diminuir um pouco o padrão de consumo porque eu precisarei baixar a carga de trabalho. E para eu diminuir a carga de trabalho, vocês não podem me cobrar. Eu preciso de vocês para poder ter um pouco mais de vida".

Essa história de "eu não levo trabalho para casa, não misturo trabalho com vida pessoal" é uma bobagem. Nenhum de nós é uma função aqui, outra lá e outra acolá. Você é uma pessoa inteira. O que você precisa é administrar o tempo.

Para isso, talvez esteja esquecendo que é necessária uma distinção entre o que é urgente e o que é importante. A maior parte das pessoas no mundo do trabalho executivo está cuidando do urgente e não do importante. Uma parte do mundo executivo está próxima do colapso. O que temos de reorientar? Questionar o que precisamos ter, de fato, em termos de bens materiais. Até onde nós vamos? Até onde eu, executivo, vou levar minha vida ao esgotamento, à custa de quê? Se eu estou perdendo a vida, estou vendendo a minha alma. Aliás, os cristãos têm uma frase que muitos executivos deveriam pensar sempre. Diz: "De nada adianta a um homem ganhar o mundo se ele perder sua alma" (Mt 16,24).

O executivo que entra em estado de tristeza fica assim porque não consegue se enxergar saindo disso. Porque é um consumo em que mais se tem, mais se cresce. É como massa de pão: mais bate, mais cresce. Tem de ter um basta, antes que a natureza dê. E ela costuma dar. Via saúde, por exemplo, ou via loucura. É necessário reinventar o modo como estamos existindo; não é apenas o mundo do trabalho, que é só uma das dimensões.

Karl Marx, no final do século XIX, acreditava - e esse é um sonho que se perdeu - e ele imaginou que seriam cem anos depois, portanto, agora, nesses últimos trinta anos - em que o homem trabalharia quatro horas por dia. E nas outras vinte horas iria brincar, ficar com a família, pescar, ler. Já temos tecnologia suficiente para que a humanidade trabalhe quatro horas diariamente.

Quando o executivo se sente mal, não é apenas no trabalho. É o mal-estar da civilização. "Eu não quero mais viver nessa cidade. Não quero trabalhar desse jeito." Para isso, não espere o epitáfio.

Alguns executivos me perguntam: "Mas como é que eu faço? Nesse mundo que está aí, se eu bobear eu danço". Depende de com quem você está querendo dançar. Quem sabe você se junta com a sua família, com a sua cabeça, reflita e pense se o caminho que você está escolhendo pode ser um caminho em que você está só se ocupando, mas não está vivendo de fato. Ocupação não é sinônimo de vida, é sinônimo de atividade.



Referência:

CORTELLA, Mario Sergio. Qual é a tua obra?: inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética. 22 ed. - Petrópolis, RJ: Vozes, 2014. p. 57-60.