sexta-feira, 25 de julho de 2014

O poder do elogio

Há várias razões para acreditar na importância do elogio nas organizações. Para psicólogos, o reforço positivo funciona melhor que a punição para educar. Segundo os neurologistas, a dopamina, liberada pelo cérebro nos momentos de satisfação, é um elemento químico poderoso. E conforme alguns especialistas em gestão, reconhecimento profissional é sinônimo de lucros.
 
Todo líder sabe a importância que é elogiar o trabalho de um colaborador. Quem não gosta de ser elogiado por um bom trabalho que realizou? O elogio não está associado ao processo de feedback, uma vez que as pessoas têm necessidade de ouvir que fizeram um bom trabalho, e não que apontem onde precisam melhorar.
 
Têm pessoas que pelo fato de não serem elogiadas, não conseguem parabenizar outras, pois não foram orientadas para isso. Por outro lado, existem aquelas que até foram orientadas, mas têm medo de exaltar ou de evidenciar outras pessoas que possam apresentar alguma ameaça.

O elogio é crucial para um bom clima organizacional. Elogiar, segundo especialistas, desencadeia uma série de substâncias do prazer na corrente sanguínea de quem o recebe, eleva a autoestima do indivíduo e, consequentemente, aumenta sua produtividade. Quando uma pessoa recebe um elogio pelo seu trabalho é como se os hormônios começassem agir positivamente transformando-a em uma pessoa mais segura, ousada, confiante e assertiva. O ser humano elogiado fará cada vez melhor, e dará algo a mais para que possa receber outros elogios.

Reconhecer as pessoas, elogiá-las, é uma ação de justiça. No ambiente de trabalho, é uma forma de dizer à pessoa "você está fazendo a coisa certa", servindo de exemplo aos demais colegas, e muitas vezes, gera mais lucro à empresa.

Hoje em dia ninguém elogia ou dá uma palavra de apoio e incentivo e, muito menos, diz que aquilo que fazemos está bem feito. Um elogio não só fortalece a autoestima como também aumenta a motivação. É o elogio que cativa, que faz as pessoas continuarem a executar as tarefas, um projeto, ir atrás de suas conquistas, evoluir, buscar melhorias visando uma vida melhor.

Alguns especialistas listam dez motivos para elogiar as pessoas.

  1. Todo mundo precisa, para aumentar a própria autoestima;
  2. Todo mundo quer, para sentir que é importante em um grupo;
  3. É um caminho para conseguir um comportamento desejado de outra pessoa;
  4. Aumenta a produtividade das pessoas;
  5. Ajuda a fortalecer amizades novas e antigas;
  6. Aumenta a resistência física e psicológica das pessoas contra doenças e desânimo;
  7. Melhora a postura pessoal, e protege as pessoas contra o stress e pressão da vida moderna;
  8. Incrementa a identidade profissional para o sucesso;
  9. Aumenta o valor da imagem profissional de quem recebe, e dar mais poder pessoal a quem emite;
  10. E o melhor, é de graça.

Portanto, elogie, veja o lado bom das pessoas, perceba o que elas têm e fazem de melhor e, a partir daí, desenvolva a capacidade de usar o poder do elogio.
 
 
 

domingo, 6 de julho de 2014

Autoestima e motivação no ambiente corporativo

Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association, apontou que 59% dos brasileiros têm baixa autoestima. Na pesquisa foram analisadas as seguintes variáveis: autoestima, autoconfiança, otimismo e, o burnout, termo usado para referir-se ao maior nível de stress que uma pessoa pode adquirir.

Segundo a psicóloga e orientadora profissional, Maria Cecília de Abreu e Silva, alguns estudos mostram que medidas educativas baseadas em agressão física, verbal e negligência estão relacionadas com a ausência de autoestima. Ambientes onde há cobranças excessivas, críticas e ameaças também interferem. A especialista adverte, ainda, que a falta de autoestima atrapalha o processo de aprendizagem, pois afeta a capacidade do profissional de avaliar com clareza as situações, dificulta a resolução de problemas, além de impedir a pessoa de expor boas ideias.

No ambiente corporativo, em geral, fala-se de gestão e desenvolvimento de pessoas, liderança, competências e habilidades. Porém, há dois fatores essenciais que influenciam nos resultados: autoestima e motivação. Mesmo que o profissional seja preparado, se não estiver motivado e com a autoestima equilibrada, não conseguirá desenvolver seu trabalho e alcançar resultados expressivos.

A autoestima compreende a relação do indivíduo consigo mesmo. Como ele se vê e acredita que os demais o veem. Ao passo que a motivação refere-se aos fatores que mantem seu entusiasmo para com o trabalho.

O profissional para manter a autoconfiança deve ter pensamentos positivos, manter relacionamentos interpessoais sadios, aprender com os erros, além disso, precisa aprender a administrar  seu tempo para que possa produzir mais e, principalmente, ter mais oportunidade para realizar suas atividades pessoais.

Os líderes, por sua vez, devem buscar potencializar a capacidade do indivíduo, sem explorar em excesso e de forma negativa o profissional. Devem, também, dar feedbacks assertivos e não assediar moralmente o colaborador. Essas atitudes interferem diretamente na autoestima dos liderados.

Apesar da motivação ser intrínseca, pode ser influenciada por objetivos e interesses pessoais, fazendo com que o profissional vá em busca de algo que possa satisfazer suas vontades e que contribua para realização dos desejos. Sendo assim, a motivação é o insight para a ação e a partir daí, o ser humano busca satisfazer suas necessidades.

Há uma afirmação que ninguém motiva ninguém, porém os gestores devem entender que a organização para funcionar necessita que os grupos sejam trabalhados com estímulo externo de motivação (reconhecimento profissional, novos desafios, remuneração, benefícios, novas metas, etc.). Os gestores, também, precisam utilizar algumas ferramentas como atividades de animação para que haja rendimento no trabalho.

Segundo a Teoria de Maslow há algumas necessidades que influenciam na motivação dos colaboradores:

  1. Autorealização;
  2. Autoestima;
  3. Sociais;
  4. Segurança;
  5. Fisiológicas.

Tais necessidades podem ser vistas na Pirâmide de Maslow, sendo as Fisiológicas, a base da pirâmide e que devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto.




O líder dentro da organização tem papel importante no trabalho de motivação da equipe. Cabe a ele identificar as necessidades de cada colaborador, no sentido de influenciar a motivação necessária para aperfeiçoar o desempenho individual e, consequentemente, de toda equipe.

Por sua vez, o funcionário motivado tem vontade de realizar os trabalhos que lhe competem, tem vontade de ter conhecimentos que aprimoram seu desempenho no trabalho, e tem compromisso com a organização.