quarta-feira, 16 de abril de 2014

Brainstorming

Criado por Alex Osborn em 1930, o brainstorming baseia-se no pressuposto de que um grupo gera mais ideias do que os indivíduos isoladamente e constitui uma importante fonte de inovação através de pensamentos criativos. Segundo a Wikipédia o brainstorming é mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo.
 
O brainstorming gera a criatividade em equipe. Para encorajar a participação e a criatividade os gestores precisam dar total liberdade e não emitir críticas durante as sessões. Os membros da equipe devem contribuir com ideias podendo ser convencionais, interessantes e até mesmo ridículas. Segundo especialistas, se não surgirem ideias ridículas ou impraticáveis, é sintoma de que a sessão não ocorreu eficazmente.
 
Normalmente o brainstorming é constituído por três partes. Inicialmente define-se o problema, depois faz-se necessário colher todas as informações relacionadas com o problema para, finalmente, gerar as ideias em busca da solução.
 
A técnica do brainstorming apresenta quatro regras básicas:
 
  • Eliminar qualquer crítica;
  • Estimular a criatividade;
  • Quantidade é necessária para que haja qualidade;
  • Combinação de ideias e necessidade de aperfeiçoamento.
 
Brainstorming é uma boa forma para criação de novo slogan para um produto, uma nova marca ou tema para campanha publicitária. Além disso, a técnica pode ser aplicada em gestão de processos, gestão de projetos e formação de equipes.
 
Os grupos de brainstorming são constituídos por três elementos: o líder, os membros e um secretário. O líder de grupo abre a sessão e deve familiarizar-se com o processo de brainstorming, além de manter a atmosfera descontraída. Os membros geram as ideias e, o secretário, deverá anotar o máximo possível das ideias geradas sem identificar o autor, pois o anonimato encoraja a liberdade de expressão.
 
Por fim, após a sessão de brainstorming, onde poderão ser geradas dezenas de ideias, é necessário escolher as melhores que se adequam a resolução de problemas e aos objetivos da organização.
 
 
    

domingo, 13 de abril de 2014

O poder da ressignificação

No conceito mais simples da palavra, ressignificar, nada mais é que dar um novo significado à um acontecimento. Utilizado em Neurolinguística, a ressignificação é um método que visa fazer com que as pessoas percebam o mundo de uma maneira mais agradável, proveitosa e eficiente.

Quando nossas expectativas não são preenchidas acontecem as frustrações. Porém, não adianta reclamar de tudo e nos contaminar com pensamentos negativos. Se algo não sai como o planejado, podemos ressignificar, de maneira que isso nos faça bem, nos ajude a aprender algo e nos permita reestruturar uma vida melhor.

Muitas vezes a leitura de um livro ou um bom filme pode nos ajudar a superar as frustrações que acontecem em nossa vida. Para ilustrar o tema tomemos como base o livro Pollyanna, através dele pode-se observar o método da ressignificação colocado em prática. Quem já leu o livro conhece perfeitamente o "jogo do contente". Pois bem, o livro de autoria de Eleanor H. Porter, publicado em 1913 aborda, entre outras coisas, a ressignificação.

O livro narra a história de uma menina de 11 anos chamada Pollyanna que fica órfã e, após a morte dos pais vai morar com a tia Miss Polly, uma pessoa infeliz, mal-humorada, que vivia uma vida amarga.

Ao chegar na casa da tia, Pollyanna é mal recebida pela Miss Polly que trata de colocá-la em um quarto horrível, na verdade, era o sótão da casa. No primeiro instante Pollyanna fica triste, mas logo começa a colocar em prática o "jogo do contente" que fora ensinado por seu pai. O jogo consistia em procurar e encontrar qualquer motivo para alegrar-se e agradecer. Assim, ao ver-se no sótão feio e sombrio, a menina começou a ressignificar. A mente de Pollyanna logo tornou o ambiente o mais agradável possível. Se no quarto não havia quadros, ela ficava feliz porque tinha uma janela que abria para a paisagem mais linda da casa, o jardim. Se o lavatório não tinha espelho, ficava contente, pois não precisava ver seu rosto sardento. Se seus pais não estavam mais com ela, ficava feliz por saber que eles estavam com Deus.     

Assim, Pollyana ressignificava sua vida e das pessoas ao seu redor.

A primeira seguidora foi Nancy, a empregada da casa que encarava a segunda-feira com mau humor. Pollyanna fez a empregada ficar contente e perceber que o dia passaria logo e, depois passaria uma semana inteirinha, antes que chegasse outra manhã de segunda-feira. Quando Nancy dizia: "não há motivos para ficar contente em um enterro", Pollyana largava: "podemos ficar contentes por não ser o nosso".

Para Tom, o jardineiro, que se queixava que estava curvado por causa do reumatismo, ela ensinou o "jogo do contente" dizendo para ele agradecer pois como já era curvado, precisaria curvar-se pela metade para limpar o jardim.   

Pollyana ensinou o "jogo do contente" à muitas pessoas, principalmente à tia Miss Polly que ficou mais feliz e menos amarga. Aos poucos, toda a cidade começou a jogar o jogo e a ensiná-lo à outras pessoas. Porém um acontecimento coloca à prova o otimismo de Pollyanna, ela perde o movimento das pernas após sofrer um acidente no qual é atropelada. Quando fica sabendo que nunca mais voltaria a andar, a menina se entrega à tristeza e, aparentemente, não encontrava nada que a deixasse feliz. Mas, o médico revela que há uma nova esperança para a cura da lesão que Pollyana sofrera na medula espinhal. Pollyanna passou meses no hospital, voltou a jogar o "jogo do contente" e conseguiu recuperar os movimentos. O principal médico da cidade declarou:"essa garotinha é melhor do que um vidro de tônico. Se há alguém capaz de retirar o mau humor de alguém é ela; uma dose de Pollyanna é mais curativa do que uma farmácia cheia de medicamentos".

Segue umas das frases ditas por Pollyanna no livro:

"Estou contente até de ter perdido minhas pernas por algum tempo, pois que só quem já perdeu as pernas pode dar valor a essas maravilhas. Quem nunca perdeu as pernas não sabe nada,  não avalia o que significam pernas.
 Pernas!   Per-nas!   P-E-R-N-A-S!"

Através do livro Pollyanna, tiramos uma grande lição de vida e superação. Praticando a ressignificação pode-se aprender a pensar de outro modo sobre as coisas, ver novos pontos de vista ou levar outros fatores em consideração.

Portanto, ressignifique! Faça do limão uma limonada.


sábado, 12 de abril de 2014

Intraempreendedorismo

O intraempreendedorismo é a prática do empreendedorismo dentro de uma empresa. Normalmente é praticado por profissionais "rebeldes", que não se satisfazem com determinada situação, por isso, estão sempre buscando soluções e inovações.

Devido a concorrência muitas empresas vem buscando colaboradores que possam oferecer um "algo a mais", que trabalhem como  verdadeiros sócios do negócio. Atualmente, este modelo de colaborador é chamado de intraempreendedor e tem sido muito valorizado pelas empresas.

O intraempreendedor lida muito bem com a busca do novo, não tem medo dos riscos que possa correr ao gerar uma ideia e compartilha-la com seus superiores. Geralmente foca na melhoria contínua de seu setor, departamento ou até mesmo de toda empresa.

Identificar o profissional intraempreendedor não é tarefa fácil. É necessário que a pessoa esteja estimulada à encontrar novas ideias, questionar procedimentos e rotinas e buscar novas formas de pensar. Além disso, não adianta a empresa contratar o profissional empreendedor e mantê-lo amarrado às ordens do pensamento da direção da empresa, é necessária uma dose de liberdade.

A inquietação de quem está sempre inconformado é característica de todo intraempreendedor. Ele busca se capacitar, superar os desafios, é ousado e criativo. Apesar do espírito empreendedor este tipo de colaborador, em geral, não pensa em montar um negócio. Para ele, colaborar com a empresa, ter bom salário e elevar seu nome dentro da organização é tão importante quanto ter sua própria empresa.

Mas como incentivar o aparecimento dos intraempreendedores? Segundo especialistas, a alta administração das organizações precisa abrir mão da rigidez e conservadorismo no processo de tomada de decisões, além disso, a gerência precisa enxergar o intraempreendedor como um ativo da empresa e não como concorrente. Outro ponto essencial é a motivação interna, pois os funcionários precisam sentir-se à vontade para trabalhar. Qualquer pessoa com perfil empreendedor pode desenvolver as habilidades de um intraempreendedor. Porém, será necessário por parte da empresa criar programas de coaching para acompanhar os colaboradores que se destacam.

O Brasil ainda não está na lista dos países que visam o intraempreendedorismo. De fato, muitas empresas nacionais não são inovadoras. Existe muita coisa para ser feita, pois, infelizmente nossa cultura é ultrapassada. Porém, não podemos desanimar, aliás, um intraempreendedor não desiste nunca.

Para finalizar seguem os 10 mandamentos do intraempreendedor, segundo o consultor Gifford Pinchot, responsável pela introdução do termo intraempreendedorismo no Brasil:

  1. Forme sua equipe. Intraempreendedorismo não é uma atividade solitária;
  2. Compartilhe o mais amplamente possível as recompensas;
  3. Solicite aconselhamento antes de pedir recursos;
  4. É melhor prometer pouco e realizar em excesso;
  5. Faça o trabalho necessário para atingir o seu sonho, independentemente de sua descrição de cargo;
  6. Lembre-se de que é mais fácil pedir perdão do que pedir permissão;
  7. Tenha sempre em mente os interesses de sua empresa e dos clientes, especialmente quando você tiver que quebrar alguma regra ou evitar a burocracia;
  8. Vá para o trabalho a cada dia disposto a ser demitido;
  9. Seja leal às suas metas, mas realista quanto as maneiras de atingi-las;
  10. Honre e eduque seus patrocinadores.



quarta-feira, 2 de abril de 2014

Bernardinho: o líder coach

"Se você deseja 1 ano de prosperidade, cultive grãos.
Se você deseja 10 anos de prosperidade, cultive árvores.
Mas se você quer 100 anos de prosperidade, cultive gente."
Ditado Chinês

O líder coach precisa ter como ponto de partida o respeito pelo liderado enquanto ser humano. O novo líder é o que tem visão de um mundo melhor, para o colaborador e para a empresa. Precisa saber mostrar esta visão de forma que inspire os colaboradores e faça entender que seu papel é ser coach, o treinador.

O verdadeiro líder sabe que desenvolver pessoas leva tempo. Durante o aprendizado ele também aprende e se diverte vendo seu time jogar. O líder atual não aspira poder, apenas deseja ver seu plano realizado através das pessoas.

Por falar em líder coach, que tal falar de Bernardo Rezende, Bernardinho?

Quem diria que o carioca formado em Economia se tornaria um do melhores treinadores à frente das seleções brasileiras, masculina e feminina, de vôlei?

Aficionado pela excelência, transfere para as quadras, sua liderança, determinação, competência, motivação e a capacidade de desenvolver o crescimento da equipe.

Focado em resultado, sempre acreditou na fórmula TRABALHO + TALENTO = SUCESSO. Ele aposta no esforço, perseverança, disciplina e na obstinação.

Sua primeira oportunidade como treinador surgiu em 1989 quando foi convidado para treinar um time feminino na Itália, o Perugia. Aceitou o desafio de treinar o time que tinha perdido 11 partidas em 12 jogos e era o último colocado no Campeonato Italiano. Trabalhou duro e ao final de três anos, o Perugia cresceu. Saiu do rebaixamento e conquistou duas vezes o vice-campeonato italiano, foi campeão da Copa da Itália e vice da Copa Européia. Na época que foi convidado, Bernardinho tinha 30 anos e nunca havia atuado como treinador.

No livro Transformando suor em ouro, Bernardinho narra sua trajetória como treinador e fala sobre a importância do coaching e de como desenvolver o líder coach. Ele declara que o treinador não deve ser amigo, nem bonzinho ou fazer as vontades do outro porque isso impede o aprimoramento.


"Se você é um líder realmente duro e exigente, seu próprio sacrifício serve como fonte de motivação, pois demonstrará que a equipe não está sozinha."
 Bernardinho

O sucesso das quadras projetou Bernardinho para o universo das palestras. Um dos temas mais abordados em seu discurso é a Roda da Excelência, na qual a busca constante da excelência é o centro, enquanto a roda se movimenta sobre a estrada do planejamento rumo à meta.


 

A partir da Roda da Excelência, Bernardinho criou a Escala de Valores que são: escolha de talentos, espírito de equipe, definição e fomento de lideranças, treinamento extremo, fatores externos e, o sucesso e suas armadilhas.

Baseado no exemplo de Bernardinho, pode-se observar algumas atribuições do líder coach. Conforme matéria publicada na revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, são elas:

  • Desenvolver pessoas;
  • Definir metas;
  • Trabalhar valores;
  • Dar o exemplo;
  • Definir o propósito do time;
  • Reconhecer e recompensar;
  • Dar feedbacks em tempo real;
  • Abraçar a diversidade.


Portanto, não basta ser líder: tem que ser coach!