domingo, 6 de julho de 2014

Autoestima e motivação no ambiente corporativo

Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association, apontou que 59% dos brasileiros têm baixa autoestima. Na pesquisa foram analisadas as seguintes variáveis: autoestima, autoconfiança, otimismo e, o burnout, termo usado para referir-se ao maior nível de stress que uma pessoa pode adquirir.

Segundo a psicóloga e orientadora profissional, Maria Cecília de Abreu e Silva, alguns estudos mostram que medidas educativas baseadas em agressão física, verbal e negligência estão relacionadas com a ausência de autoestima. Ambientes onde há cobranças excessivas, críticas e ameaças também interferem. A especialista adverte, ainda, que a falta de autoestima atrapalha o processo de aprendizagem, pois afeta a capacidade do profissional de avaliar com clareza as situações, dificulta a resolução de problemas, além de impedir a pessoa de expor boas ideias.

No ambiente corporativo, em geral, fala-se de gestão e desenvolvimento de pessoas, liderança, competências e habilidades. Porém, há dois fatores essenciais que influenciam nos resultados: autoestima e motivação. Mesmo que o profissional seja preparado, se não estiver motivado e com a autoestima equilibrada, não conseguirá desenvolver seu trabalho e alcançar resultados expressivos.

A autoestima compreende a relação do indivíduo consigo mesmo. Como ele se vê e acredita que os demais o veem. Ao passo que a motivação refere-se aos fatores que mantem seu entusiasmo para com o trabalho.

O profissional para manter a autoconfiança deve ter pensamentos positivos, manter relacionamentos interpessoais sadios, aprender com os erros, além disso, precisa aprender a administrar  seu tempo para que possa produzir mais e, principalmente, ter mais oportunidade para realizar suas atividades pessoais.

Os líderes, por sua vez, devem buscar potencializar a capacidade do indivíduo, sem explorar em excesso e de forma negativa o profissional. Devem, também, dar feedbacks assertivos e não assediar moralmente o colaborador. Essas atitudes interferem diretamente na autoestima dos liderados.

Apesar da motivação ser intrínseca, pode ser influenciada por objetivos e interesses pessoais, fazendo com que o profissional vá em busca de algo que possa satisfazer suas vontades e que contribua para realização dos desejos. Sendo assim, a motivação é o insight para a ação e a partir daí, o ser humano busca satisfazer suas necessidades.

Há uma afirmação que ninguém motiva ninguém, porém os gestores devem entender que a organização para funcionar necessita que os grupos sejam trabalhados com estímulo externo de motivação (reconhecimento profissional, novos desafios, remuneração, benefícios, novas metas, etc.). Os gestores, também, precisam utilizar algumas ferramentas como atividades de animação para que haja rendimento no trabalho.

Segundo a Teoria de Maslow há algumas necessidades que influenciam na motivação dos colaboradores:

  1. Autorealização;
  2. Autoestima;
  3. Sociais;
  4. Segurança;
  5. Fisiológicas.

Tais necessidades podem ser vistas na Pirâmide de Maslow, sendo as Fisiológicas, a base da pirâmide e que devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto.




O líder dentro da organização tem papel importante no trabalho de motivação da equipe. Cabe a ele identificar as necessidades de cada colaborador, no sentido de influenciar a motivação necessária para aperfeiçoar o desempenho individual e, consequentemente, de toda equipe.

Por sua vez, o funcionário motivado tem vontade de realizar os trabalhos que lhe competem, tem vontade de ter conhecimentos que aprimoram seu desempenho no trabalho, e tem compromisso com a organização.



2 comentários:

  1. Pura verdade. O fator humano deve ter cada vez mais relevância, visto que são pessoas que quando motivadas trabalham cada vez mais de forma eficaz e o resultado torna-se significativo.

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  2. Equipe motivada é tudo! Os resultados serão sempre 100%! Liana

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