"O espírito da gestão do conhecimento pode ser resumido em cinco letras, que formam a palavra “LASER”: L de Learn (aprender), A de Apply (aplicar), S de Share (dividir), E de Enjoy (desfrutar) e R de Reflect (refletir). Em primeiro lugar, a gestão do conhecimento é um ativo estratégico, e cabe ao CEO da empresa abraçar a causa para transmitir essa cultura à toda a companhia".
Devsen Kruthiventi
O conhecimento atualmente constitui um ativo fundamental nas organizações. A tecnologia por si só não é mais suficiente se o capital humano não for bem aproveitado. As empresas que detêm o conhecimento e proporcionam ambientes para sua criação são as que apresentará vantagem competitiva. Para Devsen Kruthiventi, diretor de aprendizagem e desenvolvimento, gestão do conhecimento e comunicação interna da Tata Projects Limited, uma das companhias do maior conglomerado empresarial da Índia, a gestão do conhecimento é o que vai determinar a sobrevivência das empresas. Segundo ele, quem ignorar isso estará fora do jogo corporativo.
Muitas empresas já consideram seus funcionários operacionais e administrativos não mais como Recursos Humanos, mas sim Capital Humano. Desta forma, fica evidente que as pessoas são parte importante em uma organização, surgindo a necessidade de desenvolvê-las, liderá-las e tratá-las com o mesmo respeito que os outros capitais. As empresas antigamente subestimavam o valor dos conhecimentos de seus funcionários. Mas atualmente o conhecimento vem sendo valorizado, e tê-lo sobre controle não deixa de ser aplicado em favor da empresa, tornando-se um diferencial competitivo.
O Capital Humano é o que faz a diferença. A maioria das pessoas mudam de emprego em busca de trabalhos desafiadores, respeito profissional e a possibilidade de exercer influência na organização. Reter talentos é um desafio para muitas empresas, algumas já comprovaram que é mais econômico desenvolver um plano de retenção, do que buscar outros talentos no mercado.
Para que os funcionários adquiram mais conhecimento faz-se necessário que as empresas invistam em treinamento e capacitação. Os funcionários precisam atualizar seus conhecimentos com frequência, visando otimizar o tempo gasto com tarefas cotidianas, além de fazer com que o colaborador busque inovações e aplique em sua carreira profissional.
É necessário que as empresas identifiquem potenciais em seus funcionários e os incentivem a buscar novos conteúdos. Quando a gestão do conhecimento é desenvolvida em uma empresa, há mais eficiência na tomada de decisões, agilidade na execução de tarefas do dia a dia, além da melhoria na comunicação interna.
Nas pequenas empresas, os funcionários são mais próximos, a comunicação é facilitada e a colaboração faz parte do cotidiano. Sendo assim, o aprendizado é informal, caso algum funcionário tenha alguma dúvida sobre um procedimento, é mais fácil questionar ao colega ao lado, a resposta é dada o problema é resolvido e o trabalho continua normalmente. Porém, todo conhecimento gerado nem sempre é documentado, o que contribui para centralização da informação em apenas um indivíduo ou grupo de funcionários. O ideal seria se o aprendizado fosse compartilhado entre todos os colaboradores, especialmente se a pessoa que detêm o conhecimento deixar a organização. Portanto, ensinar é a melhor maneira de aprender.
Segundo alguns especialistas o conceito de gestão do conhecimento parte do pressuposto de que todo conhecimento existente na organização, nos processos e nos departamentos, pertencem, também, à organização. Para eles, o conhecimento é um ativo intangível e na gestão do conhecimento divide-se em tácito ou explícito. O conhecimento tácito está presente nas pessoas, é adquirido na prática, na vivência é a experiência de cada um. Ao passo que o conhecimento explícito é aquele catalogado, organizado e documentado, como por exemplo, os manuais de procedimentos de determinado setor das empresas.
A relação entre gestão do conhecimento e inteligência competitiva passa por pessoas, processos, tecnologias e informação. O conhecimento é um recurso organizacional que traz oportunidades para as organizações. Portanto, líderes e consultores de empresas o consideram como elemento crucial da vantagem competitiva e o principal ativo das organizações.
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